Costa Amalfitana: belas paisagens e estilo de vida inigualáveis

Há lugares no mundo que existem para serem visitados. E há lugares que existem para ser sentidos, devagar, com todos os sentidos acordados, sem pressa e, em alguns dias, sem roteiro fixo. A Costa Amalfitana pertence, inequivocamente, à segunda categoria.

Cinquenta quilômetros de litoral escavado entre a montanha e o Mediterrâneo. Cada curva da estrada revela um novo cartão postal que parece impossível de ser real. Vilarejo após vilarejo agarrado à falésia como se a gravidade fosse apenas uma sugestão. Limoeiros que crescem em terraços suspensos sobre o mar. Uma luz que, ao entardecer, transforma o calcário branco das fachadas em ouro puro. É um cenário que a natureza levou milênios a construir. Independente disso, os povos que ali viveram souberam, ao longo dos séculos, respeitar e habitar com uma elegância muito particular.

Não é por acaso que a Costa Amalfitana é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997. E não é por acaso que, uma vez vista, nunca mais sai da memória.


Antes de continuar, dá uma olhadinha nesse post do Instagram que fizemos sobre um roteiro pela Costa Amalfitana.


Os Vilarejos — Cada Um com a Sua Alma

Positano é o rosto mais fotografado da costa — e continua a merecer cada fotografia. As suas casas em cascata sobre o mar, nas cores do limão, do coral e do açafrão, descem até à Spiaggia Grande numa geometria impossível e perfeita. É um vilarejo de ruelas estreitas, escadarias intermináveis, buganvílias exuberantes e uma atmosfera que oscila entre o glamour internacional e a autenticidade campaniense. Positano descobriu cedo que a beleza é o seu principal produto — e aprendeu a preservá-la com inteligência.

Amalfi foi, no século XI, uma das repúblicas marítimas mais poderosas do Mediterrâneo. Rival de Veneza, Gênova e Pisa no controle das rotas comerciais com o Oriente. Dessa glória passada restam o Duomo di Sant’Andrea, com a sua fachada árabe-normanda que domina a Piazza del Duomo com uma autoridade que o tempo não diminuiu. As ruas do centro histórico onde as antigas lojas dos comerciantes árabes ainda ditam o traçado das vielas. Amalfi é uma cidade com memória longa — e que conta essa memória a quem tiver curiosidade para ouvir.

Duas pérolas para conhecer


Ravello, mais acima, parece pertencer a outro tempo e a outro ritmo. Suspensa a 350 metros sobre o mar, a sua quietude é tão marcante quanto a vista. A Villa Rufolo e a Villa Cimbrone, dois jardins de uma beleza que Boccaccio, Wagner e Virginia Woolf descreveram com palavras que nunca pareceram suficientes. São o coração de um vilarejo que durante décadas foi refúgio de artistas, escritores e compositores que vinham aqui buscar o silêncio necessário para criar. O Festival de Ravello, realizado todo verão, tem concertos ao ar livre sobre o golfo. É uma das experiências musicais mais singulares de toda a Itália.


No Mar — A Costa Vista de Dentro

A Costa Amalfitana só se entende verdadeiramente quando vista do mar. E um passeio de barco privado é, sem dúvida, a experiência mais transformadora que a região oferece.

Longe da estrada sinuosa e dos ônibus turísticos, a costa se revela na sua dimensão mais pura. Falésias que caem diretamente no Mediterrâneo, grutas acessíveis apenas de barco, praias de seixos brancos que não aparecem em nenhum guia e que permanecem desertas. O capitão conhece cada enseada, cada corrente, cada hora do dia em que a luz bate de forma diferente nas rochas. E há sempre um momento, em algum ponto entre Positano e os Fiordi di Furore, em que o motor é desligado, o barco balança suavemente e o silêncio se instala com uma completude que parece irreal.

É nesses momentos que a Costa Amalfitana mostra o que realmente é.


À Mesa — O Mediterrâneo no Prato

A cozinha da Costa Amalfitana é filha direta do território: o mar à frente, a montanha atrás e os limoeiros em toda a parte. Os frutos do mar frescos chegam à mesa com uma honestidade que dispensa elaboração. Polvo grelhado, anchovas marinadas, totani salteados no azeite e alho, spaghetti alle vongole que o Mediterrâneo inteiro parece ter contribuído para temperar.

limone della Costa d’Amalfi. Um IGP com sabor e perfume inconfundíveis, de casca grossa e polpa intensa e que entra em quase todas asa receitas. Do limoncello artesanal, que as famílias ainda produzem nos seus quintais, no risotto al limone, que aparece em quase todos os bons cardápios, nas granitas geladas que no verão são a única resposta sensata ao calor da costa.

Os restaurantes à beira-mar, com os pés quase na água e uma vista que torna qualquer refeição extraordinária, são uma das imagens mais evocadoras da costa. Por isso, os melhores endereços ficam frequentemente fora das ruas principais, em caminhos que só os moradores conhecem. Uma trattoria numa varanda sobre o mar, acessível apenas por escadaria; um restaurante familiar num vilarejo que nem aparece nos mapas turísticos, onde o peixe foi pescado naquela manhã e o vinho é da Campânia, jovem e mineral como a pedra calcária da costa.

Compras — O que Levar na Mala

A Costa Amalfitana produz artesanato com uma identidade tão forte quanto a sua paisagem. Por exemplo, eu tenho 3 sugestões que, na minha opinião são a cara da Costa:

  • As cerâmicas de Vietri sul Mare, coloridas, exuberantes, que os artesãos da região trabalham há séculos, são das mais belas de toda a Itália e reconhecíveis em qualquer parte do mundo.
  • limoncello artesanal, feito com os limões da costa e produzido em pequenas quantidades.
  • E o papel de Amalfi, fabricado artesanalmente desde o século XIII em uma das mais antigas fábricas de papel da Europa ocidental, com técnicas que a industrialização nunca substituiu, é uma lembrança de uma raridade e uma elegância absolutas.

A Costa Amalfitana com a Travels & Wines

Visitar a Costa Amalfitana é relativamente simples. Viver a Costa Amalfitana, com o barco certo, o restaurante certo, a varanda certa ao entardecer e os momentos que nenhum guia turístico consegue mapear, é outra história.

Na Travels & Wines, desenhamos cada roteiro como se fosse único. A Costa Amalfitana pode ser o centro de uma viagem inteira ou parte de um percurso mais amplo pelo sul da Itália, combinada com Nápoles, Pompeia, Sorrento ou Capri. Pode durar três dias intensos ou uma semana de ritmo mais lento. Pode privilegiar a gastronomia, a cultura, o mar ou simplesmente a beleza — ou tudo isso ao mesmo tempo, na proporção certa para cada cliente.

Se quiser incluir a Costa Amalfitana no seu próximo roteiro, entre em contato com a gente. Vamos desenhar essa viagem com você — com o cuidado, o conhecimento e a atenção aos detalhes que cada experiência inesquecível merece.

Última coisa: se vc gosta de passeios de barco e estar perto do mar, que tal pensar também em uma viagem pro norte da Itália, e conhecer o Lago de Como, dá uma olhadinha aqui!


Cyntia Braga

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